Tratado tributário EUA-Canadá
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H&CO
10/fev/2026 6:54:53
Estamos diante da maior mudança no sistema fiscal brasileiro das últimas décadas: a reforma tributária.
Multinacionais enfrentam agora uma escolha: adaptar-se rapidamente ou ficar para trás. A janela de transição existe, mas é limitada.
Este conteúdo apresenta uma análise clara e aprofundada sobre como a reforma tributária no Brasil impacta operações internacionais, destacando mudanças, riscos, oportunidades e como a H&CO apoia empresas estrangeiras neste cenário.
Resumo
A reforma tributária no Brasil cria o IVA dual (CBS + IBS) e altera preços, margens e créditos fiscais de empresas internacionais.
Exportação, importação, centros logísticos e estruturas globais serão diretamente impactados pelas novas regras da reforma tributária.
Multinacionais precisarão adaptar ERP, processos e governança fiscal para garantir conformidade e competitividade.
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O sistema tributário brasileiro sempre foi marcado pela complexidade: múltiplos tributos indiretos, regras diferentes entre estados e municípios, bitributação potencial e instabilidade jurídica.
Para empresas internacionais, isso gerava insegurança, aumento do custo operacional e dificuldade em integrar o Brasil às estratégias globais.
A reforma tributária no Brasil busca resolver esses problemas ao:
O novo modelo substitui PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI.
Isso reduz sobreposições tributárias e cria uma arquitetura fiscal mais próxima do padrão internacional.
A cobrança passa a ocorrer onde o bem ou serviço é consumido.
Isso afeta diretamente multinacionais com centros logísticos, vendas interestaduais e operações omnichannel.
Umas das principais reivindicações do comércio exterior, essa mudança aumenta previsibilidade e reduz custos operacionais.
Ao se aproximar do modelo de IVA adotado em mais de 160 países, o Brasil se torna mais competitivo globalmente.
Para empresas internacionais, a reforma tributária no Brasil representa tanto uma oportunidade quanto a necessidade de adaptação rápida e precisa.

A essência da reforma tributária no Brasil está no novo IVA dual, que unifica cobrança de tributos indiretos.
Ambos terão:
A uniformização de regras elimina divergências entre estados, um dos maiores desafios de empresas globais.
Com a centralização do IVA, desaparecem sobreposições comuns em operações interestaduais e municipais.
Operações internacionais passam a ter cálculos mais claros e integrados, permitindo estimativas mais precisas de custo e margem.
A não cumulatividade plena reduz o acúmulo de crédito e melhora o fluxo de caixa ao longo da cadeia.
A CBS impactará:

Entre todos os setores afetados pela reforma tributária no Brasil, o comércio exterior é um dos que mais sentirá mudanças.
O novo modelo de IVA dual aproxima o país das práticas internacionais e altera a forma como custos, créditos e margens são calculados ao longo da cadeia de importação e exportação.
Para exportadores, a manutenção da alíquota zero vem acompanhada de uma promessa importante: a recuperação mais ágil de créditos acumulados, um dos principais gargalos enfrentados por empresas que vendem para o exterior.
Já para importadores, a CBS no desembaraço aduaneiro traz mais previsibilidade ao custo de entrada de produtos, exigindo revisão de políticas de preço e contratos internacionais.
A tributação no destino também impacta cadeias globais. Aquele centro de distribuição que você mantém em Goiás por causa dos benefícios de ICMS? Com a tributação no destino, a vantagem fiscal praticamente desaparece. Empresas que estruturaram operações assim nos últimos anos precisarão rever toda a estratégia logística.
Operações híbridas, que importam, transformam e exportam, precisarão recalcular margens e revisar estruturas fiscais para garantir eficiência no novo ambiente tributário.
Em resumo, empresas internacionais devem revisar suas cadeias, contratos, precificação e estratégias de supply chain com base na nova lógica fiscal, garantindo competitividade e previsibilidade.

A reforma tributária no Brasil exige uma transformação significativa nos processos fiscais e nos sistemas das empresas, especialmente durante o período de transição em que o modelo atual conviverá com CBS e IBS.
Para multinacionais, isso significa preparar desde cedo a estrutura tecnológica, operacional e de compliance.
Sistemas de gestão — como SAP Business One — precisarão ser atualizados para refletir novas alíquotas, regras de crédito, códigos fiscais e cálculos de IVA dual.
Além da questão técnica, é essencial garantir que essas mudanças estejam integradas aos padrões contábeis e operacionais da matriz, evitando divergências e inconsistências.
Equipes fiscais, contábeis e de TI também precisarão ser treinadas para interpretar corretamente o novo modelo, revisando classificações, rotinas de apuração e obrigações acessórias.
Durante a convivência entre dois sistemas tributários, auditorias internas, conciliações e validações constantes serão fundamentais para prevenir erros e manter conformidade.
Em um ambiente de transição longa, empresas globais que investirem antecipadamente em tecnologia, capacitação e governança terão uma adaptação mais segura e eficiente ao novo cenário tributário brasileiro.

A reforma tributária no Brasil não altera apenas o cálculo de impostos, ela redefine como grupos multinacionais devem estruturar suas operações no país.
Com o IVA dual, muitos modelos adotados por empresas estrangeiras, especialmente estruturas de holdings, centros de distribuição e contratos intercompany, precisarão ser revisados para garantir eficiência e aderência às novas regras.
Um dos pontos mais relevantes é a mudança na lógica de incentivos fiscais e regimes especiais. Estados que eram escolhidos por benefícios de ICMS perderão parte de sua atratividade, o que pode levar empresas internacionais a reconsiderar a localização de unidades.
A tributação no destino também afeta modelos de precificação global, exigindo recalibração de margens e revisão de políticas de transferência interna.
Além disso, contratos envolvendo royalties, licenciamento, prestação de serviços intragrupo e fluxos financeiros internacionais deverão ser analisados sob a nova ótica do IVA.
Muitas dessas operações podem passar a ter efeitos tributários diferentes, ampliando a necessidade de alinhamento com tratados para evitar bitributação e de integração entre áreas fiscais no Brasil e no exterior.
Em meio a essas mudanças, a reforma tributária no Brasil também abre oportunidades. A maior previsibilidade fiscal por fortalecer a competitividade do Brasil como polo de operações regionais, desde que as empresas ajustem sua governança tributária e revisem suas estruturas internacionais com antecedência.

A transição para o novo sistema tributário exige uma combinação rara: domínio técnico, capacidade de integração tecnológica e visão internacional.
E a H&CO se posiciona exatamente nesse ponto, como uma parceira estratégica para empresas estrangeiras que operam no Brasil.
Com experiência sólida em legislação brasileira e internacional a H&CO auxilia multinacionais em frentes decisivas para a adaptação com:
Com experiência multinacional, visão estratégica e atuação integrada em consultoria, contabilidade, tecnologia e compliance, a H&CO garante uma transição segura, eficiente e previsível ao novo cenário fiscal brasileiro.
Antes de ir embora, fique com as respostas para as perguntas mais frequentes sobre a reforma tributária no Brasil.
O que muda com a reforma tributária no Brasil para empresas internacionais?
A reforma simplifica tributos indiretos, altera a formação de preços, muda a lógica de créditos e exige revisão de operações globais, contratos e sistemas fiscais.
Como o IVA dual (CBS + IBS) afeta importação e exportação?
A CBS incidirá no desembaraço aduaneiro, enquanto exportações permanecem zeradas, com promessa de crédito mais rápido e previsível.
A reforma tributária no Brasil afeta holdings?
Sim. Estruturas de holding podem ter impactos na tributação de serviços, remessas e operações internacionais, exigindo replanejamento.
Multinacionais precisam atualizar seus ERPs com a reforma tributária no Brasil?
Sim. Sistemas como SAP Business One precisam de novas parametrizações, regras fiscais e ajustes de apuração.
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