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Reforma tributária no Brasil: impactos para empresas internacionais, comércio exterior e estruturas globais

Reforma tributária no Brasil: impactos para empresas internacionais, comércio exterior e estruturas globais
Reforma tributária no Brasil: como se preparar
10:56

Estamos diante da maior mudança no sistema fiscal brasileiro das últimas décadas: a reforma tributária.

Multinacionais enfrentam agora uma escolha: adaptar-se rapidamente ou ficar para trás. A janela de transição existe, mas é limitada.

Este conteúdo apresenta uma análise clara e aprofundada sobre como a reforma tributária no Brasil impacta operações internacionais, destacando mudanças, riscos, oportunidades e como a H&CO apoia empresas estrangeiras neste cenário.

Resumo
A reforma tributária no Brasil cria o IVA dual (CBS + IBS) e altera preços, margens e créditos fiscais de empresas internacionais.
Exportação, importação, centros logísticos e estruturas globais serão diretamente impactados pelas novas regras da reforma tributária.
Multinacionais precisarão adaptar ERP, processos e governança fiscal para garantir conformidade e competitividade.

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Reforma tributária no Brasil: o que realmente muda para empresas internacionais

O sistema tributário brasileiro sempre foi marcado pela complexidade: múltiplos tributos indiretos, regras diferentes entre estados e municípios, bitributação potencial e instabilidade jurídica.

Para empresas internacionais, isso gerava insegurança, aumento do custo operacional e dificuldade em integrar o Brasil às estratégias globais.

A reforma tributária no Brasil busca resolver esses problemas ao:

Simplificar o sistema com criação do IVA duas (CBS + IBS)

O novo modelo substitui PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI.

Isso reduz sobreposições tributárias e cria uma arquitetura fiscal mais próxima do padrão internacional.

Adotar tributação no destino

A cobrança passa a ocorrer onde o bem ou serviço é consumido.

Isso afeta diretamente multinacionais com centros logísticos, vendas interestaduais e operações omnichannel.

Ampliar créditos tributários e implementar não cumulatividade plena

Umas das principais reivindicações do comércio exterior, essa mudança aumenta previsibilidade e reduz custos operacionais.

Criar um ambiente mais favorável ao investimento estrangeiro

Ao se aproximar do modelo de IVA adotado em mais de 160 países, o Brasil se torna mais competitivo globalmente.

Para empresas internacionais, a reforma tributária no Brasil representa tanto uma oportunidade quanto a necessidade de adaptação rápida e precisa.

Imagem de dois blocos, um escrito CBS outro escrito IBS

IVA dual na reforma tributária no Brasil: CBS e IBS e sua relação com a tributação internacional

A essência da reforma tributária no Brasil está no novo IVA dual, que unifica cobrança de tributos indiretos.

Como funcionam a CBS e o IBS?

  • CBS: federal - substitui PIS e Cofins
  • IBS: estadual/municipal - substitui ICMS e ISS.

Ambos terão:

  • Base ampla
  • Regras harmonizadas
  • Cobrança no destino
  • Crédito financeiro amplo

Impactos diretos para multinacionais

  • Redução de conflitos entre legislações

A uniformização de regras elimina divergências entre estados, um dos maiores desafios de empresas globais.

  • Fim da bitributação operacional

Com a centralização do IVA, desaparecem sobreposições comuns em operações interestaduais e municipais.

  • Previsibilidade tributária

Operações internacionais passam a ter cálculos mais claros e integrados, permitindo estimativas mais precisas de custo e margem.

  • Créditos mais eficientes

A não cumulatividade plena reduz o acúmulo de crédito e melhora o fluxo de caixa ao longo da cadeia.

CBS: papel central na tributação internacional

A CBS impactará:

  • Receitas de exportação de serviços
  • Remessas internacionais
  • Operações de empresas estrangeiras no Brasil

Mapa do Brasil com várias setas entrando e saindo do país

Reforma tributária no Brasil e o comércio exterior: o que muda para exportação, importação e cadeias internacionais

Entre todos os setores afetados pela reforma tributária no Brasil, o comércio exterior é um dos que mais sentirá mudanças.

O novo modelo de IVA dual aproxima o país das práticas internacionais e altera a forma como custos, créditos e margens são calculados ao longo da cadeia de importação e exportação.

Para exportadores, a manutenção da alíquota zero vem acompanhada de uma promessa importante: a recuperação mais ágil de créditos acumulados, um dos principais gargalos enfrentados por empresas que vendem para o exterior.

Já para importadores, a CBS no desembaraço aduaneiro traz mais previsibilidade ao custo de entrada de produtos, exigindo revisão de políticas de preço e contratos internacionais.

A tributação no destino também impacta cadeias globais. Aquele centro de distribuição que você mantém em Goiás por causa dos benefícios de ICMS? Com a tributação no destino, a vantagem fiscal praticamente desaparece. Empresas que estruturaram operações assim nos últimos anos precisarão rever toda a estratégia logística.

Operações híbridas, que importam, transformam e exportam, precisarão recalcular margens e revisar estruturas fiscais para garantir eficiência no novo ambiente tributário.

Em resumo, empresas internacionais devem revisar suas cadeias, contratos, precificação e estratégias de supply chain com base na nova lógica fiscal, garantindo competitividade e previsibilidade.

Imagem de uma tela de computador com um ERP aberto

Compliance e ERP após a reforma tributária no Brasil: adaptação tecnológica e transição para o novo sistema

A reforma tributária no Brasil exige uma transformação significativa nos processos fiscais e nos sistemas das empresas, especialmente durante o período de transição em que o modelo atual conviverá com CBS e IBS.

Para multinacionais, isso significa preparar desde cedo a estrutura tecnológica, operacional e de compliance.

Sistemas de gestão — como SAP Business One precisarão ser atualizados para refletir novas alíquotas, regras de crédito, códigos fiscais e cálculos de IVA dual.

Além da questão técnica, é essencial garantir que essas mudanças estejam integradas aos padrões contábeis e operacionais da matriz, evitando divergências e inconsistências.

Equipes fiscais, contábeis e de TI também precisarão ser treinadas para interpretar corretamente o novo modelo, revisando classificações, rotinas de apuração e obrigações acessórias.

Durante a convivência entre dois sistemas tributários, auditorias internas, conciliações e validações constantes serão fundamentais para prevenir erros e manter conformidade.

Em um ambiente de transição longa, empresas globais que investirem antecipadamente em tecnologia, capacitação e governança terão uma adaptação mais segura e eficiente ao novo cenário tributário brasileiro.

Imagem de duas pessoas jogando xadrez

Replanejamento tributário internacional após a reforma tributária: novos riscos e oportunidades

A reforma tributária no Brasil não altera apenas o cálculo de impostos, ela redefine como grupos multinacionais devem estruturar suas operações no país.

Com o IVA dual, muitos modelos adotados por empresas estrangeiras, especialmente estruturas de holdings, centros de distribuição e contratos intercompany, precisarão ser revisados para garantir eficiência e aderência às novas regras.

Um dos pontos mais relevantes é a mudança na lógica de incentivos fiscais e regimes especiais. Estados que eram escolhidos por benefícios de ICMS perderão parte de sua atratividade, o que pode levar empresas internacionais a reconsiderar a localização de unidades.

A tributação no destino também afeta modelos de precificação global, exigindo recalibração de margens e revisão de políticas de transferência interna.

Além disso, contratos envolvendo royalties, licenciamento, prestação de serviços intragrupo e fluxos financeiros internacionais deverão ser analisados sob a nova ótica do IVA.

Muitas dessas operações podem passar a ter efeitos tributários diferentes, ampliando a necessidade de alinhamento com tratados para evitar bitributação e de integração entre áreas fiscais no Brasil e no exterior.

Em meio a essas mudanças, a reforma tributária no Brasil também abre oportunidades. A maior previsibilidade fiscal por fortalecer a competitividade do Brasil como polo de operações regionais, desde que as empresas ajustem sua governança tributária e revisem suas estruturas internacionais com antecedência.

Imagem de colaboradores de uma empresa analisando gráficos

Como a H&CO apoia empresas estrangeiras durante a transição da reforma tributária

A transição para o novo sistema tributário exige uma combinação rara: domínio técnico, capacidade de integração tecnológica e visão internacional.

E a H&CO se posiciona exatamente nesse ponto, como uma parceira estratégica para empresas estrangeiras que operam no Brasil.

Com experiência sólida em legislação brasileira e internacional a H&CO auxilia multinacionais em frentes decisivas para a adaptação com:

  • Planejamento e diagnósticos tributário
  • Atualização tecnológica e integração de ERP
  • Compliance e governança durante a transição
  • Apoio estratégico para operações internacionais

Com experiência multinacional, visão estratégica e atuação integrada em consultoria, contabilidade, tecnologia e compliance, a H&CO garante uma transição segura, eficiente e previsível ao novo cenário fiscal brasileiro.

Antes de ir embora, fique com as respostas para as perguntas mais frequentes sobre a reforma tributária no Brasil.

O que muda com a reforma tributária no Brasil para empresas internacionais?

A reforma simplifica tributos indiretos, altera a formação de preços, muda a lógica de créditos e exige revisão de operações globais, contratos e sistemas fiscais.

Como o IVA dual (CBS + IBS) afeta importação e exportação?

A CBS incidirá no desembaraço aduaneiro, enquanto exportações permanecem zeradas, com promessa de crédito mais rápido e previsível.

A reforma tributária no Brasil afeta holdings?

Sim. Estruturas de holding podem ter impactos na tributação de serviços, remessas e operações internacionais, exigindo replanejamento.

Multinacionais precisam atualizar seus ERPs com a reforma tributária no Brasil?

Sim. Sistemas como SAP Business One precisam de novas parametrizações, regras fiscais e ajustes de apuração.

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