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Diferença entre contratos, acordos e convênios

Diferença entre contratos, acordos e convênios
Diferença entre contratos, acordos e convênios
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As relações de trabalho ou comerciais geralmente são estabelecidas por meio de contratos, acordos ou convênios. Um contrato é um acordo formal entre duas ou mais partes no qual cada uma assume obrigações em troca de um benefício, e sua principal função é proporcionar segurança jurídica desde o início.

Saber quando optar por um contrato, um acordo ou um convênio é fundamental para quem precisa criar relações de trabalho, comerciais ou de colaboração com respaldo legal. Embora os três possam parecer semelhantes, cada um atende a necessidades diferentes e possui distintos níveis de formalidade, validade e consequências jurídicas.

Escolher o documento correto desde o princípio ajuda a evitar mal-entendidos, descumprimentos e possíveis sanções, além de deixar claras as responsabilidades de cada parte. Por isso, neste artigo explicamos, de forma simples e com exemplos práticos, o que é cada instrumento jurídico, suas características, suas diferenças, quando utilizar cada um e quais erros convém evitar de acordo com a situação legal.

 

O que é um contrato?

Trata-se de acordos celebrados por duas ou mais pessoas, nos quais cada parte se compromete a cumprir determinadas obrigações em troca de um benefício.

Nele são estabelecidos o que cada envolvido fará, em quais condições e quais serão as consequências em caso de descumprimento.

Para que seja válido, todos os signatários devem concordar com o que está estabelecido no contrato, e sua finalidade é proporcionar segurança jurídica às partes.

Quando utilizar um contrato?

Utilize um contrato quando:

  • Existe uma relação de trabalho ou comercial formal, com direitos e obrigações claramente definidos para as partes.
  • Há troca de bens, dinheiro ou serviços e é necessário respaldo jurídico em caso de descumprimento (locação de imóveis ou compra e venda de propriedades).
  • Você deseja estabelecer condições detalhadas, como datas, valores, cláusulas de confidencialidade etc.
  • Você busca um documento com forte respaldo jurídico, sustentado por leis trabalhistas, civis ou comerciais.

Por exemplo: contratar um colaborador, alugar um estabelecimento comercial, vender produtos etc.

 

O que é um acordo?

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É o resultado do consentimento entre duas ou mais partes que decidem estabelecer condições para colaborar, trocar serviços ou operar em conjunto.

Diferentemente de um contrato, que implica uma obrigação legal mais formal, o acordo pode ser mais flexível e adaptar-se a diferentes contextos, inclusive fora do âmbito trabalhista.

Os acordos costumam basear-se na confiança e na boa-fé dos envolvidos. Em caso de descumprimento, pode ser difícil recorrer à Justiça para obrigar a parte infratora a cumprir sua obrigação, pois normalmente não existe um enquadramento legal específico para esse tipo de instrumento.

Quando utilizar um acordo?

O acordo é ideal quando:

  • Trata-se de uma colaboração específica que não exige uma relação trabalhista ou contratual tão precisa ou rígida.
  • Não existem transações comerciais diretas, mas é importante registrar o que foi combinado.
  • Busca-se maior flexibilidade na relação, sem tanto formalismo jurídico.
  • Deseja-se evitar conflitos sem precisar recorrer a um contrato complexo.

Por exemplo: acordos de confidencialidade, acordos entre freelancers ou colaboradores externos.

 

O que é um convênio?

É celebrado entre duas ou mais partes com a finalidade de estabelecer compromissos e regras de colaboração sobre determinado tema.

Possui semelhanças com os contratos, mas o convênio nem sempre implica uma relação trabalhista ou comercial; pode estar relacionado a objetivos sociais, coletivos ou educacionais.

Do ponto de vista legal, um convênio pode gerar obrigações, mas seu foco está mais voltado ao benefício mútuo, especialmente quando envolve organizações ou grupos sociais.

Quando utilizar um convênio?

O convênio é uma boa opção quando:

  • A relação é estabelecida entre instituições, grupos ou organizações.
  • O principal objetivo é colaborar ou coordenar esforços em benefício mútuo, sem que haja pagamento ou prestação de serviços envolvida.
  • Busca-se formalizar compromissos gerais, como promover melhores práticas ou criar políticas trabalhistas.
  • O principal objetivo é estabelecer regras ou diretrizes para futuras atividades conjuntas.

Por exemplo: convênios entre universidades e empresas, convênios sindicais ou convênios entre órgãos governamentais.

 

Quais são as diferenças, sinônimos ou conceitos relacionados entre contratos, acordos e convênios?

Embora esses três termos façam referência a compromissos entre diferentes partes, existem elementos que os distinguem, já que o contrato busca estabelecer regras claras e oferecer segurança jurídica como característica básica desse tipo de instrumento.

A seguir, explicamos as principais diferenças para facilitar a compreensão. Além disso, existem diferentes modalidades conforme sua finalidade e área de aplicação.

1. Finalidade do documento

Contrato

Seu principal objetivo é regular uma relação trabalhista ou empresarial, proporcionando segurança sobre aquilo que foi pactuado entre duas ou mais partes.

Esse documento deve incluir informações como: dados das partes, objeto do contrato, obrigações e direitos, prazos e vigência, formas de pagamento, cláusulas etc.

Acordo

Seu objetivo é mais amplo e flexível. Pode ser utilizado para compromissos de colaboração ou troca de informações.

Nem sempre gera uma relação trabalhista ou comercial. É utilizado quando as partes desejam formalizar algo sem a necessidade de um contrato com todos os seus requisitos legais.

Convênio

Tem a função de estabelecer alianças estratégicas ou colaborativas, normalmente entre instituições, associações civis ou empresas.

Seu foco está nas metas conjuntas, na cooperação e em outros objetivos, mais do que em obrigações de caráter econômico.

 

2. Grau de formalidade e respaldo jurídico

Contrato

É um documento jurídico formal. Além da forma, os contratos podem ser típicos ou atípicos, dependendo de sua regulamentação legal. Podem ser celebrados verbalmente ou por escrito, conforme o nível de formalidade desejado.

Por exemplo, podem ser assinados diretamente entre as partes sem a participação de um tabelião ou, para maior segurança jurídica, ser formalizados em cartório.

Acordo

Pode ser formal ou informal. Inclusive, existem acordos verbais que possuem determinado valor jurídico caso sua existência possa ser comprovada.

Contudo, para que tenha maior validade jurídica, deve ser redigido de forma clara e assinado pelos envolvidos.

Convênio

Exige determinado nível de formalidade, especialmente quando envolve instituições públicas ou sindicatos.

Além disso, muitas vezes deve ser publicado ou registrado perante uma autoridade competente para entrar em vigor.

 

3. Relação entre as partes

Contrato

Estabelece uma relação mútua e consensual. Todas as partes devem concordar com o conteúdo do contrato; portanto, não deve haver coação, fraude ou pressão externa.

Acordo

A relação é estabelecida entre iguais. Não existe subordinação, mas sim uma colaboração consensual.

Ambas as partes têm liberdade para aceitar ou rejeitar as condições, não havendo hierarquia nem obrigações trabalhistas nessa relação.

Convênio

Pode representar coletivos, grupos ou instituições, de modo que os envolvidos não são indivíduos, mas entidades.

Em geral, os convênios buscam beneficiar um conjunto de pessoas, como trabalhadores sindicalizados ou estudantes de uma instituição de ensino.

 

4. Troca de obrigações

Contrato

Pressupõe uma troca recíproca entre as partes. Por exemplo, em um contrato de compra e venda, o vendedor entrega um produto e o comprador paga um preço.

Outro exemplo comum é o contrato de trabalho. Trata-se de um compromisso juridicamente exigível, que pode gerar consequências em caso de descumprimento por qualquer das partes.

Acordo

A troca realizada pode não ser de natureza econômica. Pode tratar-se de colaboração em eventos, compromissos de confidencialidade ou simplesmente da manifestação da intenção de realizar algo no futuro.

Nesses casos, o cumprimento depende mais da boa-fé e da clareza e especificidade do documento.

Convênio

A troca possui caráter mais social ou institucional. Pode incluir contribuições em espécie, intercâmbio de serviços ou compromissos conjuntos para alcançar um objetivo comum.

Nem sempre há dinheiro envolvido, mas podem existir contribuições de ambas as partes.

 

5. Ámbito de aplicaciónÂmbito de aplicação

Contrato

É aplicado em diferentes áreas. Por exemplo, no direito civil, para regular relações privadas entre pessoas, como a locação de bens; no direito comercial, para atos de comércio e transações entre empresas, como contratos de fornecimento ou distribuição; e no direito do trabalho, para regular a relação entre empregador e empregado. Também existem contratos de execução instantânea, cujos efeitos se esgotam em um único ato. Da mesma forma, existem contratos de execução continuada, cujos efeitos se prolongam ao longo do tempo.

Acordo

O uso desse tipo de documento é mais versátil. Pode ser aplicado em relações entre empresas, particulares ou até mesmo entre amigos, quando se busca estabelecer uma colaboração com condições claras sem exigir grande formalidade.

Convênio

É utilizado principalmente em ambientes institucionais, educacionais ou sindicais. Seu objetivo é estabelecer uma relação de apoio ou benefício coletivo.

 

Erros comuns ao escolher entre contrato, acordo e convênio

Erro frequente Por que acontece Risco potencial O que fazer em vez disso
Utilizar um acordo informal quando deveria haver um contrato Desconhecimento das implicações jurídicas da relação Não há proteção jurídica em caso de descumprimento Avaliar se existe subordinação ou troca econômica direta
Assinar um convênio quando há obrigações trabalhistas A colaboração institucional é confundida com uma relação de trabalho Multas por contratação informal Utilizar um contrato de trabalho com condições claras
Não documentar acordos verbais entre sócios ou freelancers Confiança excessiva na relação pessoal ou profissional Conflitos sem respaldo jurídico Formalizar por escrito, ainda que seja um acordo simples
Não verificar se o convênio exige registro oficial Desconhecimento do processo jurídico ou burocrático O convênio não possui validade oficial Verificar se ele precisa ser registrado junto a uma autoridade ou órgão competente
Não estabelecer datas nem prazo de vigência em acordos ou convênios Desconhecimento ou decisão de deixar o documento em aberto Gera incerteza e conflitos no momento de exigir o cumprimento Definir sempre a data de início, o prazo de vigência, as renovações e as causas de encerramento

 

Mapa de decisão para saber qual documento utilizar

Escolher entre um contrato, um acordo ou um convênio nem sempre é tão simples quanto parece. Cada um possui implicações jurídicas diferentes, por isso a escolha depende do tipo de relação, das obrigações envolvidas e do nível de formalidade exigido.

Por esse motivo, apresentamos um mapa de decisão que ajudará você a identificar qual tipo de documento é mais adequado para o seu caso.

Lembre-se de que optar pela alternativa correta desde o início oferece proteção jurídica e evita mal-entendidos ou sanções, facilitando uma relação mais clara entre as partes envolvidas.

Se tiver dúvidas, esse mapa pode servir como um primeiro guia, mas será sempre recomendável contar com assessoria especializada para garantir que o documento jurídico escolhido seja o mais adequado.

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